quarta-feira, 14 de março de 2012

1.1. Relevo e Clima


A América Latina localiza-se totalmente no 
hemisfério ocidental, sendo atravessada pelo Trópico de Câncer, que corta a parte central do México; pelo Equador, que passa pelo Brasil, Colômbia, Equador e toca o norte do Peru; e pelo Trópico de Capricórnio, que atravessa o Brasil, o Paraguai, a Argentina e o Chile.  Em relação aos hemisférios norte e sul, está distribuída de maneira irregular, pois a maior parte de suas terras estende-se ao sul da Linha do Equador. As terras em sua quase totalidade, localizam-se na zona climática intertropical; uma pequena parte situa-se na zona temperada do norte e uma área bem maior está localizada na zona temperada do sul. Os limites da América Latina são: ao norte, os Estados Unidos; ao sul, a confluência das águas dos oceanos Atlântico e Pacífico; a leste, o oceano Atlântico; e a oeste, o oceano Pacífico, além da fronteira terrestre com Belize, Guiana e Suriname. Apresenta uma variedade de Relevo, a Oeste a Cordilheira dos Andes que se estende desde o sul da Argentina até a América Central. Em outros locais mais próximos do litoral, predominam as planícies tanto na parte leste quanto na oeste, sendo que na oeste o relevo aumenta gradualmente até a Cordilheira Andina, e diminui para planaltos quando se aproxima do Brasil, sendo que em direção ao Amazonas a altitude diminui até planície.
      
Na América Latina destacam-se os climas tropicais, úmidos ou secos, aparecendo, em alguns pontos, o tropical de altitude. Em meio a essa vasta extensão tropical, existe um trecho de clima equatorial, também muito amplo, marcado por reduzida amplitude térmica, elevadas temperaturas e chuvas constantes. A partir do Trópico de Capricórnio, na América do Sul, os tipos climáticos dominantes modificam-se progressivamente com o aumento da latitude, passando a predominar os climas temperados e frios. A influência do relevo sobre a temperatura é mais nítida na parte oeste, onde as cordilheiras apresentam faixas de terras quentes, temperadas e frias. Essas faixas vão desaparecendo à medida que diminui a distância em relação ao pólo sul, onde mesmo ao nível do mar já se encontram áreas permanentemente geladas.  A influência do relevo sobre a temperatura é mais nítida na parte oeste, onde as cordilheiras apresentam faixas de terras quentes temperadas e frias. Essas faixas vão desaparecendo à medida que diminui a distância em relação ao Pólo Sul, onde mesmo ao nível do mar já se encontram áreas permanentemente geladas. Na América Latina, os ventos contribuem para alterar o regime de chuvas e as próprias temperaturas Em alguns países da América do Sul, principalmente nos do centro-sul, é bastante nítida a redução brusca da temperatura quando chega uma frente fria. As elevadas temperaturas da região equatorial atraem, durante o inverno, as massas de ar frio, que geralmente provocam chuvas e posterior declínio da temperatura em sua passagem. Durante o verão, no hemisfério austral, as temperaturas mais elevadas ocorrem na parte central da América do Sul, atraindo ventos do oceano Atlântico.
       Como toda região predominantemente 
tropical, a América Latina apresenta grandes contrastes: algumas áreas muito úmidas e outras desérticas ou semidesérticas. As primeiras são comuns na parte equatorial da América do Sul ou em áreas litorâneas. Já as áreas desérticas surgem sobretudo quando o relevo impede a passagem de ventos úmidos para o interior). Existem alguns desertos (menos de 250 mm de chuvas anuais) na América Latina: Mexicano; de Atacama, entre o Chile e o Peru e da Patagônia, no sul da Argentina. Essa parte do continente americano apresenta também áreas semidesérticas nos planaltos mexicanos e no Polígono das Secas, no Nordeste brasileiro.  Essas áreas secas recebem pouquíssimas chuvas porque a disposição do relevo as isola do litoral, impedindo o contato com ventos úmidos. O deserto de Atacama formou-se devido à influência da corrente marítima de Humboldt que, ao esfriar as águas do Pacífico, provoca a condensação de nuvens saturadas de vapor de água ao nível do oceano, fazendo com que elas cheguem secas ao continente. Um fenômeno climático altera o equilíbrio do clima na América do sul, é o El niño, que é o resultado do aquecimento das águas no oceano pacífico que acarreta chuvas torrenciais, no sul do Brasil e alguns países vizinhos, colaborando para a seca no nordeste brasileiro, já que a descarga de precipitações se dá no Sul/ Sudeste brasileiro, em contrapartida o fenômeno La niña é o inverso, é o resfriamento das águas do pacífico que causa seca no sul/sudeste e Chuvas torrenciais no Nordeste Brasileiro, colaborando para a população que sofre com a falta de água no triângulo das secas. 

 [Deserto do Atacama, no Chile]

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