quarta-feira, 14 de março de 2012

2.1. Um pouco de história


      
Nos séculos XV e XVI, os países Europeus se mobilizaram para a conquista de novas terras, motivados pela expansão econômica, religiosa, territorial e política, começou-se um movimento em prol das navegações, começaram a se estabelecer rotas marítimas comerciais, até que Cristóvão Colombo atracou suas naus nas Antilhas, e descobriu terras fora da Europa, não necessariamente o continente americano, que só veio a ser descoberto por Américo Vespúcio. Portugal, há muito já havia começado a navegar e procurar rotas para as Índias, foi considerado o pioneiro, e achou por direito a Espanha dividir os territórios devido ao seu pioneirismo, criando assim o tratado de Tordesilhas que dividiu os territórios de Portugal e da Espanha. Assim que chegaram os espanhóis já começaram o mapeamento para o início da exploração e domínio sobre os nativos, possuindo o artifício da pólvora conseguiram submeter os povos e desbravar o território. Os portugueses assim que souberam das terras e exigiram sua quota, puseram a cruz representando catolicismo na cidade de Porto Seguro. O esquema proposto por Portugal do descobrimento contem muitos equívocos, já que Cabral não se perdeu no mar, pois já possuía conhecimento do local onde estava localizado e do Brasil foram diretamente para a índia. O tempo passou e vieram os jesuítas com a missão de submeter os indígenas ao esquema europeu, catequizaram os povos tupis-guaranis (grupos de índias que de estendiam desde o nordeste brasileiro, contornado o litoral até o rio da Prata). Por um lado os portugueses do outro os espanhóis, pondo o plano de exploração em prática. Muitos anos decorreram até que no século XVII, países como Inglaterra, Holanda e França decidiram entrar no ramo das grandes navegações e optaram também pela América, um local novo, inexplorado e com um grande território. A Inglaterra colonizou o norte da América onde hoje se encontra os Estados Unidos, os franceses pegaram as ilhas do Caribe e redondezas, mas partiram para o norte, acima dos Estados Unidos, e mais ao sul, e se estabeleceram onde hoje é Guiana Francesa. Os holandeses tentaram invadir o Brasil, onde hoje seria o litoral de Fortaleza (CE), não conseguiram e se fixaram na Guiana.
       Os principais países a colonizar a América latina, foram os países, com descendência latina, ou seja, possuem relação direta com o latim, portanto, foram eles: Espanha, Portugal e França, os principais colonizadores.

Nota! * 1492 - A conquista do paraíso direção: Ridley Scott elenco: Gérard Depardieu, Sigourney Weaver, Armand Assante. Retrata a viagem de Cristóvão Colombo, que acreditava ser possível atingir "el levante por el poniente", ou seja, o Oriente navegando para o Ocidente, é o cenário épico desse filme de Ridley Scott. A odisséia de Colombo está presente no filme através do cotidiano desgastante, dos motins da tripulação e de toda incerteza que cercava uma expedição daquela época quanto ao rumo e ao prosseguimento da viagem. Sem apoio financeiro de Portugal, a maior potência da época, Colombo dirigiu-se à Espanha e associou-se aos irmãos Pinzon, recebendo ainda uma ajuda dos reis católicos Fernando de Aragão e Isabel de Castela. Com uma nau (Santa Maria) e duas caravelas (Pinta e Nina), o navegador de origem controversa (genovês ou catalão) partiu do porto de Palos em 3 de agosto de 1492 fazendo escala nas ilhas Canárias para reparo de uma das embarcações. Em 12 de outubro do mesmo ano avistou a ilha de Guanani (atual São Salvador). Sem duvidar que estava no Oriente, realizou ainda mais quatro viagens, tentando encontrar os mercados indianos. O filme focaliza também espírito vanguardista de Colombo, suas negociações com a coroa espanhola e a tentativa de estabelecer colônias na América, retratando até a velhice, aquele que é considerado um dos navegantes mais ousados de sua época. Contexto histórico A viagem de Cristóvão Colombo insere-se no cenário da expansão ultramarina liderada por Portugal e Espanha entre os séculos XV e XVI, constituindo-se em um dos principais acontecimentos na passagem da Idade Média para Idade Moderna. 


Nenhum comentário:

Postar um comentário